Os trabalhadores e trabalhadoras da ALUMAR elegeram todos candidatos indicados pelo SINDMETAL, superando a empresa, que não conseguiu eleger nenhum dos seus candidatos indicados. O resultado divulgado na manhã desta sexta-feira, 22, demonstra, por meio da quantidade expressiva de votos recebidos pelos cinco candidatos do sindicato, a total insatisfação dos metalúrgicos da multinacional em relação aos índices do PPR 2023, o pior da história.
O SINDMETAL parabeniza os trabalhadores da ALUMAR, por compreenderem a conjuntura em que a Gerência da empresa desconsidera a importância e o valor da força de trabalho na geração da produção e lucro. “Foi uma votação consciente, que resultou em uma expressiva vitória dos trabalhadores. A partir de agora teremos força para modificar os rumos do PPR 2024, tornando-o totalmente diferente deste e dos últimos anos, onde os critérios estabelecidos foram totalmente inatingíveis”, pontua Gerson Silva, presidente do SINDMETAL.
Para Moisés Costa, secretário-geral do sindicato que concorreu e foi eleito para a Comissão do PPR 2024 da ALUMAR, o resultado expressivo demonstra que o PPR precisa ser totalmente repensado para o ano que vem. “É um trabalho que exige muita responsabilidade de todos que foram eleitos, por isso, faremos de tudo para honrar cada voto e buscar a viabilização de um PPR honesto, com índices alcançáveis a partir das condições de fábrica dadas aos trabalhadores”, pontuou.
A votação para escolha dos integrantes da Comissão do PPR 2024 ocorreu no período de 13 a 21 de dezembro. Confira o resultado dos cinco candidatos eleitos que tiveram seus nomes defendidos pelo SINDMETAL:

ENTENDA O CASO
Nos últimos anos os trabalhadores metalúrgicos da ALUMAR têm amargado os piores resultados do Programa de Participação nos Resultados – PPR de toda a história da multinacional no Maranhão. Em razão desse descaso da Gerência, o SINDMETAL foi à Justiça nos anos de 2021 e 2022 cobrar transparência e parâmetros atingíveis a partir das condições de fábrica (precárias) dadas aos trabalhadores.
Segundo o diretor sindical Honório Cantanhede, da Refinaria da ALUMAR, em razão da judicialização dos anos anteriores e da falta de transparência, o sindicato não participou da comissão do PPR – 2023. A empresa decidiu todos os índices de forma unilateral, sem ouvir os trabalhadores. “São os piores índices de todos os tempos, que resultam na exclusão dos trabalhadores desse direito previsto na legislação”, avaliou.
O secretário-geral do sindicato, Moisés Costa, frisa que na divulgação da última parcial apenas um dos oito índices medidos estava dentro dos parâmetros ‘desejados’. “Além do programa não contemplar os Lucros, como é na Vale, ainda somos penalizados com parâmetros que fogem ao nosso controle e, com isso, a empresa vai jogando todos os custos no PPR para, ao final, não pagar o que deveria aos trabalhadores”, avalia.
“A ALUMAR deixa de considerar o princípio da depreciação, pois hoje trabalhamos com equipamentos de 30 anos atrás, com custo de manutenção altíssimo, e percebemos que a empresa não planeja a modernização da fábrica. Estamos entregando resultados no limite, por isso, precisamos ter índices alcancáveis em 2024”, finaliza Moisés.
Imprensa Sindmetal
